quinta-feira, 30 de outubro de 2014

VÍDEO MOSTRA QUE JOSÉ SARNEY TERIA VOTADO EM AÉCIO NEVES



Um vídeo da TV Amapá que circula nas redes sociais mostra que o senador José Sarney (PMDB-AP), teria votado no candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da disputa presidencial mais disputada da história.

Imagens aproximadas mostram que o senador apertou os números 4 e 5, mesmo trajando um terno com adesivos da candidata do PT, Dilma Rousseff.

Confira na íntegra/Assista vídeo

NA ECONOMIA, DILMA TERÁ DE SER MENOS DILMA E MAIS AÉCIO


Dilmécio (Foto: aa)

Se quiser realmente promover a retomada do crescimento e recuperar a confiança dos investidores e dos empresários aqui e lá fora, a presidente reeleita Dilma Rousseff terá de promover uma mudança radical na política econômica praticada em seu primeiro mandato. Dilma terá de se reinventar e ser menos Dilma, com sua gestão ideológica da economia, e mais Aécio, com suas propostas mais afinadas com o mercado, como uma maior transparência nas contas públicas, o combate implacável contra a inflação e o corte de impostos. A questão é: será que Dilma, com sua personalidade forte e seu ativismo, vai mesmo mudar a sua personalidade e as suas crenças, para permitir que o Brasil saia do limbo em que se encontra por causa da política econômica que ela implementou com mão de ferro até agora? É ver para crer. Só o teste São Tomé poderá nos dar a resposta definitiva.

De minha parte, mesmo correndo o risco de ser chamado de pessimista ou catastrofista, acredito que é pouco provável que isso aconteça. Sinceramente, espero estar errado. Mas, pelo que Dilma mostrou de si própria desde que ganhou os holofotes pelas mãos do ex-presidente Lula, é difícil imaginar que, com o mesmo o cozinheiro, o cardápio econômico será diferente a partir de agora. Se até no dia da vitória, ela passou pito nos petistas exaltados que celebravam o resultado do pleito, como os brasileiros acompanharam pela TV, por que devemos acreditar que ela irá mudar a sua essência daqui para frente?

Alta dos juros encerra fase do esconde-esconde


O presidente do Banco Central Alexandre Tombini
Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini

Três dias depois da abertura das urnas, o Banco Central decidiu elevar a taxa de juros para tentar conter uma taxa de inflação que Dilma Rousseff passou toda campanha dizendo que estava sob controle. A decisão do BC marca o encerramento da temporada do esconde-esconde eleitoral.

O governo se autoimpôs uma meta de inflação de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos. Sob Dilma, o índice sempre roçou o teto da meta, que é de 6,5%. Hoje, a inflação acumulada nos últimos 12 meses soma 6,75% —acima, portanto, do pé-direito.

O comunicado oficial não deixa dúvidas. Os juros subiram de 11% para 11,25% porque a situação econômica deterirou-se além do desejável desde 3 de setembro, data do último encontro da diretoria do BC.

“…Desde a última reunião, entre os outros fatores, a intensificação dos ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável. À vista disso, o comitê considerou oportuno ajustar as condições monetárias de modo a garantir, a um custo menor, a prevalência de um cenário mais benigno para a inflação em 2015 e 2016”, anota o documento.

Dilma reelegeu-se sem dizer ao eleitor o que faria para enfrentar problemas como o crescimento econômico medíocre, o déficit nas contas externas, a deterioração fiscal, a dívida crescente, os juros em alta, os investimentos em queda e as tarifas represadas. Chegou a hora de esclarecer que aquele Brasil fabuloso do horário eleitoral não existe.

As novidades serão informadas aos brasileiros em conta-gotas, de modo a evitar a sensação de estelionato eleitoral. As providências mais azedas virão em 2015.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal mostra a anotação do doleiro Youssef: ‘Leonardo Attuch 6×40.000,00′


“No monitor de uma das meses (sic) havia um post it com a anotação‘Leonardo Attuch 11-950206533 6×40.000.00 24/02/2014′”, informa o trecho do relatório em que a delegada Paula Ortega Cibulsk resume o que foi encontrado, num dos imóveis utilizados pela quadrilha de Alberto Youssef, por agentes da Polícia Federal incumbidos de cumprir o mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. No fim do texto reproduzido abaixo, datado de 17 de março de 2014, a delegada acrescenta que anexou ao relatório um registro fotográfico do documento que vincula o alvo principal da Operação Lava Jato ao blogueiro Leonardo Attuch, proprietário do site Brasil 247.


As letras e os algarismos que constam do anexo 3, confrontados com outras peças da montanha de documentos capturados pela Polícia Federal, revelaram que o próprio Youssef fez as anotações manuscritas que incorporam Attuch ao bando de políticos, governantes, empresários, funcionários públicos, além de indivíduos, que se apresentam como “jornalistas” envolvidos de alguma forma com um dos comandantes do mais portentoso propinoduto montado no Brasil desde o Descobrimento.


São tantos os integrantes do esquema forjado para saquear a Petrobras que, como faz a CBF com os times de futebol, os responsáveis pelo esclarecimento dos crimes dividiram informalmente os investigados em duas categorias. Na série A figuram presidentes da República (embolados no G4), ministros de Estado, governadores, figurões do Congresso, megaempreiteiros, diretores da Petrobras e gatunos de alta patente. Na série B aglomeram-se empreiteiros e fornecedores menos graúdos, parlamentares do baixo clero, funcionários do segundo escalão e jornalistas estatizados ou arrendados pela organização criminosa.

Compreensivelmente, a série A tem monopolizado tanto as investigações de campo quanto os interrogatórios de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, que toparam contar o que muito que fizeram ou sabem em troca dos benefícios da chamada delação premiada. Sorte de Attuch: a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal ainda não encontraram tempo para devassar as catacumbas da classe B. Mas chegará o dia em que as suspeitíssimas anotações manuscritas terão de ser elucidadas.

O blogueiro costuma desperdiçar seu tempo com a edição de textos abjetos sobre jornalistas independentes, aos quais se seguem “comentários” que difamam, caluniam e afrontam a honra de quem ousa criticar o governo lulopetista. A prudência recomenda que suspenda o serviço sujo e procure a ajuda de um advogado especialmente imaginoso. Vai precisar de um álibi e tanto para escapar do enquadramento no Código Penal.

Por Augusto Nunes

Mulher de Suzane Richthofen é temida na cadeia


Suzane von Richthofen

Casada na cadeia com Suzane von Richthofen desde setembro, a detenta Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos de prisão por sequestro, é temida na Penitenciária Feminina I de Tremembé, para onde foi enviada após perder, em fevereiro de 2011, o direito ao regime semiaberto. Ela foi punida por agredir um agente penitenciário no Centro de Ressocialização Feminino de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Considerada uma presa violenta, Sandra dispõe de algumas regalias – a principal delas é ficar na ala destinada a casais de detentas, uma área mais tranquila e maior.

Antes de assumir o romance com Suzane, Sandra Regina, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, mantinha relacionamento com Elize Matsunaga, que cumpre pena por matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga, em 2012.

Além de ter agredido o agente penitenciário, a mulher de Suzane inspira temor entre as presas por ter sido condenada pela morte de uma criança, em 2006. Sandra Regina participou do sequestro de um menor na cidade de Mogi das Cruzes, que foi assassinado com um tiro na cabeça após a família não pagar o resgate. Era ela quem fazia o contato com os familiares para negociar o resgate. 

Em depoimento, a presa nega o assassinato e afirmou ter sido forçada a participar do sequestro por um dos comparsas. 

O romance teria sido o motivo pelo qual Suzane desistiu de migrar para o regime semiaberto e pedir para a Justiça mantê-la no presídio de Tremembé – em regime fechado. Condenada a 38 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Suzane foi beneficiada com a progressão para o semiaberto na segunda quinzena de agosto. Para continuar na cadeia, ela alegou que não se sentiria segura em outra unidade prisional e que precisa do salário que recebe pelos serviços prestados dentro da penitenciária.

Dois dias depois da eleição, Câmara derruba decreto bolivariano de Dilma


Veja.com

Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília

A Câmara dos Deputados reagiu e, enfim, derrubou nesta terça-feira o decreto bolivariano da presidente Dilma Rousseff, destinado a criar conselhos populares em órgãos da administração pública. A matéria foi assinada no final de maio em uma canetada da presidente e foi alvo decríticas de juristas e parlamentares. O Senado ainda tem de avaliar o projeto de decreto legislativo para que a determinação do Planalto seja suspensa. 

A derrubada da matéria é uma reivindicação antiga da oposição e se deu dois dias após as eleições, indicando a turbulência que Dilma encontrará no Congresso no novo mandato. “Essa derrota é para mostrar que o discurso de conversa com o Congresso não poder ficar só na teoria”, resumiu o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).
(...)
'Sociedade civil' – O decreto número 8.243/2014 foi criado sob o pretexto de instaurar a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). Mas, na prática, prevê a implantação de “conselhos populares”, formados por integrantes de movimentos sociais, vinculados a órgãos públicos. A matéria instituiu a participação de “integrantes da sociedade civil” em todos os órgãos da administração pública. Porém, ao trazer uma definição restritiva de sociedade civil, representa um assombroso ataque à democracia representativa e à igualdade dos cidadãos ao privilegiar grupos alinhados ao governo.

O decreto do Palácio do Planalto é explícito ao justificar sua finalidade: “consolidar a participação social como método de governo”. Um dos artigos estabelece, em linhas perigosas, o que é a sociedade civil: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Ou seja, segundo o texto assinado por Dilma, os movimentos sociais – historicamente ligados ao PT – são a representação da sociedade no Estado Democrático de Direito.
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Jarbas: indicado ao STF tem de repelir censura


Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) defende a adoção de uma nova praxe nas sabatinas de candidatos a ministro do STF. Acha que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado precisa exigir dos futuros indicados de Dilma Rousseff para o Supremo um compromisso de defesa da liberdade de imprensa.

“É inadmissível, que este Senado da República aprove novos ministros do Supremo Tribunal Federal que venham a colaborar com o cerceamento da liberdade de imprensa”, disse Jarbas em discurso, nesta terça-feira. “É essencial que se faça essa cobrança durante a tradicional sabatina na Comissão de Constituição e Justiça.”

Deve-se a preocupação de Jarbas aos ataques que Dilma, Lula e o PT vêm fazendo a jornalistas e meios de comunicação. Ele avalia que o comportamento “cria um clima de caça às bruxas”. Por isso, sugeriu “que a Comissão de Constituição e Justiça passe a exigir um claro compromisso contra qualquer tipo de censura à imprensa de todos os futuros candidatos a uma vaga na Suprema Corte.” Aqui, você assiste ao discurso de Jarbas. Aqui, você lê a peça.

Blog do Josias

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Dilma não tem direito a lua de mel, diz Aloysio


Na VEJA.com:

Aloysio Nunes, candidato à vice na chapa presidencial do PSDB, chega para o debate do segundo turno, promovido pelo SBT, em São Paulo
Senador Aloysio Nunes Ferreira

Um dia depois da derrota de Aécio Neves na disputa presidencial, o candidato a vice da chapa tucana, Aloysio Nunes Ferreira, afirmou que a presidente Dilma Rousseff “não tem direito à lua de mel” e prometeu fazer oposição “firme” e “sem transigência”. Aloysio e Aécio foram eleitos senadores em 2010 – o primeiro, por São Paulo, e o segundo por Minas – e retornam às atividades parlamentares após o fim das eleições. ”Não tem por que diminuir a intensidade da oposição. Ela (Dilma) não tem direito à lua de mel que todo governante recém-eleito tem quando tem novo mandato”, afirmou o senador. “Nós vamos trabalhar para cobrar aquilo que ela prometeu (na campanha), para revelar aquilo que ela escondeu. Ela não terá trégua da nossa parte.” Para Aloysio, o PSDB deixou as eleições deste ano “com um mandato”: o de endurecer a oposição.
(...)

Executivo de empreiteira acerta acordo de delação sobre a Petrobras


Por Mário Cesar Carvalho, na Folha:

Um executivo investigado sob suspeita de ter pago propina para obter contratos na Petrobras decidiu fazer um acordo de delação premiada com os procuradores que atuam na Operação Lava Jato, segundo três pessoas que atuam na investigação ouvidas pela Folha. É Júlio Camargo, executivo da Toyo-Setal, empresa que tem contratos de cerca de R$ 4 bilhões com a estatal. Ele é o primeiro dos executivos das grandes empresas a assinar um acordo de delação e deve revelar detalhes sobre como funcionava o esquema de divisão de obras da Petrobras entre as empreiteiras. Camargo fechou o acordo na última semana, para tentar obter uma pena menor. O executivo teria ficado assustado com os detalhes revelados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em sua delação premiada. A advogada de Camargo, Beatriz Catta Preta, já havia atuado na delação premiada de Costa e é considerada uma especialista nesse tipo de acordo.

O nome de Camargo foi citado pelo ex-diretor da Petrobras em um documento apreendido pela Polícia Federal na casa dele, no qual ele enumera o nome de executivos de fornecedores da Petrobras e a disposição de cada um para contribuir para uma campanha política. Após o nome de Camargo, Costa anotou: “Começa [a] ajudar a partir de março”. A campanha política, segundo a Folha revelou no último dia 11, era a do candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PT, Lindbergh Farias, que acabou derrotado. Aparecem também no documento os nomes de Mendes Junior, Engevix e UTC Constran. As empresas negam que tenham feito contribuições ilegais para as campanhas.
(…)

Minas se acostumou a votar no PT


lula-aecio-em-campanhaAécio Neves tem todos os méritos pela conquista dos 51 milhões de votos, assim como também é mérito seu a derrota em Minas Gerais.

A grande disposição “ao bom combate” do candidato à presidente pelo PSDB nesta eleição não ocorreu nas campanhas presidenciais anteriores, quando o eleitor daquele estado se acostumou a votar no PT, e votou em sua maioria em Lula para derrotar Serra em Minas em 2002, contra Alckmin em 2006, e novamente contra Serra em 2010. Essa sua pouca disposição em ajudar companheiros de partido do estado vizinho, agora serviu para derrotá-lo em seu proprio reduto.

Se não é hora de caça às bruxas, nem de encontrar culpados, essa derrota tem que servir ao menos para refletirem sobre o papel do partido, de cumprir o seu papel oposicionista não só em Brasília, mas em cada região do país. Não é a toa que o senador Álvaro Dias, um opositor que cumpriu o seu papel, foi o mais votado proporcionalmente do Brasil.

Que ao menos sirva para o PSDB aprender a cumprir o seu papel oposicionista, e cobrar essa mesma postura em todas as regiões do país.