terça-feira, 2 de setembro de 2014

Ministro do TCU favoreceu mulher por vaga no STF


Walton Alencar atuou para emplacar a mulher, Isabel Gallotti, numa das vagas
de ministro abertas no Supremo Tribunal Federal (STF) 
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar atuou para emplacar a mulher, Isabel Gallotti, numa das vagas de ministro abertas no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme relatos reservados de integrantes do Supremo. Walton já havia atuado, numa troca de favores com o Palácio do Planalto, para garantir que a mulher ocupasse o cargo atual de ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como publicado na edição deste fim de semana da revista “Veja”.

Isabel é filha e neta de ex-ministros do STF. A atuação de Walton em prol da mulher era conhecida entre integrantes do tribunal, que criticavam o que chamavam de “capitania hereditária” na ofensiva. Walton, segundo esses integrantes, atuou para colocar a mulher no STJ e o irmão no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Uma troca de e-mails entre Walton e Erenice Guerra, de 2008 e 2010, na época em que ela era o braço-direito de Dilma Rousseff na Casa Civil, mostra o ministro se colocando à disposição do governo no TCU. A número 2 da Casa Civil naquela ocasião prometia agir em prol de Isabel. A nomeação da mulher ao cargo de ministra do STJ saiu em 2010.

ATUAÇÃO EM PROL DO GOVERNO

A atuação de Walton em prol do governo prosseguiu. Em dezembro de 2013, na condição de relator de um processo de concessão ferroviária, o ministro fez um pleito junto à presidência do TCU para que a Corte realizasse sessão extraordinária exclusiva para analisar o seu relatório. Foi atendido. A sessão foi marcada para o dia 16, uma segunda-feira, apenas com o projeto em pauta. As sessões no TCU são realizadas às quartas-feiras.

O relatório da área técnica foi claro: o modelo de concessão proposto pelo governo era ilegal, com um protagonismo da Valec — vinculada ao Ministério dos Transportes — que não encontrava amparo na legislação. Walton rebateu os técnicos, fez um voto pela legalidade da atuação da Valec, conquistou os votos dos demais ministros e agradou em cheio o governo de Dilma. Ele voltou a se posicionar favoravelmente aos interesses do governo, acatando boa parte do embargo de declaração proposto pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no processo. A sessão foi em 12 de fevereiro. No mesmo dia, Dilma encaminhou ao Senado a indicação de Douglas Alencar Rodrigues, irmão de Walton, para o cargo de ministro do TST.

Outro voto conveniente ao governo foi o que livrou a presidente da Petrobras, Graça Foster, do bloqueio de bens no processo da refinaria de Pasadena. Walton fez um voto em separado, seguido por quatro ministros.

Paulo Roberto Costa: o homem-bomba está falando


Na mira

O homem-bomba Paulo Roberto Costa começou a falar. Sua delação premiada iniciou-se na sexta-feira, no Paraná.

O quanto esse depoimento e os outros que se seguirão podem afetar a corrida presidencial, não se sabe ainda. Mas o potencial é considerável.

Por Lauro Jardim

ONU diz que leis contra atos no Brasil violam direitos humanos


Jamil Chade, Estadão

As leis e atitudes adotadas pelo governo para conter protestos sociais nos meses que antecederam à Copa do Mundo e desde meados de 2013 violaram os direitos humanos e as liberdades fundamentais. Quem faz o alerta é a ONU, que cobrou do governo brasileiro em uma carta sigilosa uma mudança em seu comportamento. Mas não recebeu uma resposta do Palácio do Planalto.

O documento foi enviado ao governo brasileiro no dia 4 de abril de 2014 e relatores da ONU exigiam explicações sobre a aprovação de leis antiterroristas, prisões e atitudes do governo em relação às manifestações. A entidade deu 60 dias para que o governo desse uma resposta, na esperança de que ela viesse antes do Mundial, que começou em 12 de junho.


Em junho de 2013, o desalento e a irritação se encontraram nas ruas e deram à luz um fenômeno alvissareiro: a ‘desantecipação’ da sucessão presidencial. Ficara entendido que a reeleição de Dilma Rousseff não era o jogo jogado que Lula tentava fazer crer. Na noite passada, solidificou-se um segundo fenômeno: a ‘despolarização tucano-petista’. Convertido em coadjuvante de um debate entre presidenciáveis que teve Marina Silva como centro das atenções, Aécio Neves se deu conta de que o PSDB já não dispõe de vaga cativa num segundo turno contra o PT.


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

DESINTERESSE POR HORÁRIO POLÍTICO É O MAIOR DESDE 1998


Dilma, a 'dona de casa' do horário eleitoral

Candidatos que apostam apenas no horário político para convencer o eleitorado talvez devam mudar de estratégia. Pesquisa realizada pelo Datafolha na última quinta e sexta, dias 28 e 29 de agosto, mostra que 46% dos entrevistados não têm interesse algum na propaganda obritagória, maior índice registrado pelo instituto desde 1998. Naquele ano, em que Fernando Henrique Cardoso disputava a reeleição pelo PSDB, 51% não tinham nenhum interesse em acompanhar o horário político no rádio ou na TV.

Uma parcela menor dos ouvidos pelo Datafolha, 33%, disse ter pouco interesse na propaganda, e apenas 20% dos entrevistados afirmaram ter muito interesse em ver e ouvir candidatos fazerem promessas e atacar adversários. O horário político tem quase uma hora de duração — 50 minutos, mais exatamente – e vai ao ar duas vezes por dia: às 13h e às 20h30.

O levantamento sugere a ineficácia do horário político como estratégia de ação ao mostrar que o desinteresse pela propaganda é maior entre os eleitores indecisos. De acordo com matéria do jornal Folha de S.Paulo, 60% daqueles que não sabem em quem vão votar não tem qualquer interesse pelo horário obrigatório. Entre os que pensam em anular o voto ou votar em branco, o índice sobe para 84%.

Além disso, 36% de todos os ouvidos disseram que o horário não é nada importante para decidir o voto, contra 34% que o consideram muito importante e 29% que o definem como pouco importante. (Veja)

Desmatamento na Amazônia agrava seca no Sudeste


G1

O chão foi o destino de 20% das árvores da Floresta Amazônica original. Que isso vem acontecendo há anos, todos sabem. O que você provavelmente não sabe é que esse crime ambiental tem a ver com a falta d'água na maior cidade da América Latina.

É que a Amazônia bombeia para a atmosfera a umidade que vai se transformar em chuva nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Quanto maior o desmatamento, menos umidade e, portanto, menos chuva. E sem chuva, os reservatórios ficam vazios e as torneiras, secas.

Partidos nanicos têm candidatos com menos escolaridade



Felipe Frazão e Eduardo Gonçalves, Veja

Há uma série de diferenças entre a classe política nacional e os eleitores brasileiros – mas elas estão se tornando menores. Uma delas é a discrepância, ainda elevada, de escolaridade dos políticos em relação às médias do país. E o peso que os partidos nanicos possuem na fatia dos candidatos com menos escolaridade. Na prática, pequenas siglas servem como porta de entrada para eles – os candidatos que completaram apenas o ensino médio constituem o maior grupo nesses partidos.

Neste ano, os partidos escolheram 45% de seus representantes para disputas eleitorais entre os diplomados com grau superior e 30% entre os que passaram pela escola, mas não chegaram à universidade. A distância entre as duas principais classificações dos candidatos, com base no critério de escolaridade, diminuiu em 2014.

domingo, 31 de agosto de 2014

MÁQUINA PRODUZ ÁGUA A PARTIR DO AR



A máquina necessita apenas de eletricidade para gerar água potável

Enquanto a crise da água se torna mais preocupante em todo o mundo, pesquisadores desenvolvem alternativas para minimizar esse problema.

A Aozow é uma máquina criada com esse objetivo. Através do processo de condensação, o equipamento é capaz de transformar a umidade da atmosfera em água potável.

A empresa responsável por trazer a tecnologia para o Brasil é a Ecomart, que apresentou a novidade durante a Expo Arquitetura Sustentável.

De acordo com o diretor da empresa, Marco Franco, a tecnologia tem um uso bem amplo, podendo ser útil em residências ou em locais com maior demanda. Mas, principalmente, o sistema é ideal para áreas que enfrentam problemas com o fornecimento de água.

A máquina necessita apenas de eletricidade para gerar água potável fria ou quente, em temperatura que vai até 80ºC. A produção é automática e feita através de um microcomputador interno.

O sistema calcula a umidade do ar, a temperatura e então produz água. Toda a produção é filtrada, para que sejam retiradas todas as impurezas.

De acordo com a empresa, a capacidade varia de acordo com os níveis de umidade do ar. Assim sendo, com a umidade relativa em 40%, a Aozow consegue produzir 12 litros de água potável em 24 horas. Quando a umidade sobe para 90%, a máquina chega a produzir diariamente 34 litros.

Skaf encontra Dilma no ‘palanque de ninguém’




Paulo Skaf tornou-se um candidato divertido. O eleitor pode brincar com a hipocrisia dele como quem brinca de roleta russa, na certeza de que a (i)lógica que Skaf manipula está completamente descarregada.

Representante do PMDB na corrida pelo governo de São Paulo, Skaf dissera que não subiria em palanque com a petista Dilma Rousseff. Neste sábado, subiu, sob pressão do peemedebista Michel Temer, vice de Dilma.

Skaf recusava-se a pronunciar o nome de Dilma. Instado a revelar o voto para presidente, dizia que votaria em Temer. Ao discursar na presença da presidente, viu-se compelido a chamá-la pelo nome: “Bom dia, presidente Dilma.” Alvíssaras!

Espremido novamente pelos repórteres, Skaf declarou: “Aqui não é palanque de ninguém. Não é um evento da candidatura da presidente Dilma Rousseff e não é um evento da nossa candidatura. Não estou aqui para estar em palanque de ninguém.''

Quer dizer: Skaf escalou um palanque fantasma, num não-evento convocado pelo PMDB para não apoiar a chapa Dilma-Temer. Discursou sobre o oco do vazio para uma plateia que desperdiçou um naco do seu sábado defronte de um palanque de ninguém.

Skaf chegou cedo ao não-evento. Absteve-se de compor o grupo que recepcionou Dilma. E foi embora antes do discurso dela. Não adiantou. Foi aprisionado em fotos ao lado da companhia tóxica. Pior: ganhou a internet no site oficial da campanha de sua não-aliada. Divertido, muito divertido, divertidíssimo!

sábado, 30 de agosto de 2014

O ATO E O FATO


Brasilino Netp
CUSTO BRASIL

Confesso não ser especialista em economia, mas tenho certeza que nem preciso ser para poder aqui afirmar que o chamado custo Brasil é quem cria as dificuldades de competição de nossa economia com as dos demais países sérios.

Isto porque chega a ser cômico, se não fosse trágico, o projeto de lei nº 6.883/2013, que tramita na Câmara Federal, em caráter conclusivo, de autoria da deputada Maria Raupp, PMDB de Rondonia, que propõe que seja proibida a demissão sem justa causa de trabalhadora vítima de violência doméstica pelo período de um ano.

Digo isto, pois a proposta impõe ao sistema produtivo encargo que não lhe cabe assumir e a que não deu causa, numa nítida violação à relatividade dos fatos, respondendo por um fato que se deu na intimidade familiar, sem qualquer vínculo pessoal ou sua atividade empresarial.

Ainda mais desconexa é a justificativa de que o empresário tenha que arcar com a obrigação de não demitir a vitima de agressão por um ano, pois a trabalhadora “precisa se reerguer, se reestruturar, se sentir segura, ao menos quanto ao seu sustento, somente podendo ocorrer a sua demissão em caso de falta grave, nesse período”.

Assegura ainda, além da manutenção do vínculo por um ano, que a trabalhadora agredida possa se afastar do local de trabalho, por até seis meses, suspendendo o contrato de trabalho.

Disposições similares estão na Lei Maria da Penha, a nº 11.340/06, onde o juiz pode determinar que a mulher vítima de violência doméstica e familiar seja afastada do local de trabalho por até seis meses, com a manutenção do vínculo empregatício. A medida, no entanto, não prevê se há suspensão ou interrupção do contrato.

Pelo projeto, o afastamento suspende o contrato de trabalho, garantindo o tempo de serviço da trabalhadora, o que não ocorre durante a interrupção do contrato, impondo obrigação ao empresário de manter a trabalhadora agredida e em seu lugar estar obrigado a repor a força de trabalho afastada.

Nada mais descabido. E haja custo Brasi!

Mas infelizmente no Brasil é assim mesmo, tal como se dá com o sistema público de saúde, onde os governos, em todos os níveis, cumprem sofregamente seu papel, mas impõe aos planos de saúde particulares regras que os tão tornando inviáveis e sobrecarregados.

Na área de segurança não foge a regra, pois os governos não dão conta do recado que lhe cabe e, no entanto, impõe regras e mais regras às vigilâncias privadas que, infelizmente seguem mantidas pelo vácuo deixado pelas administrações públicas ao setor.