sábado, 25 de outubro de 2014

Um golpe contra o povo caçapavense (Chacoalhando o Bambuzal)



Comandado pelo radialista Cesar Nascimento, o sujeito mais rejeitado politicamente em Caçapava, segue em curso uma excrescência e um espetacular golpe contra a vontade do povo.

Segundo o jornal Via Vale, uma das grandes conquistas obtidas pelos caçapavenses contra políticos aproveitadores que querem fazer da Câmara meio de vida, está para ser revogada, a Emenda Souza Lima que determina a realização de plebiscito (consulta popular) para alterar o número de vereadores na Câmara.

Porque revogar a lei? Por que sabem que o povo caçapavense não aprovaria essa indecência. E aviso aos vereadores, se o povo não quer, não façam!!!

Caçapava tem a menor representação popular por vereador da região. Nossos vereadores não são obrigados a trabalhar em período integral, podem manter seus empregos e negócios particulares, apesar do alto salário que recebem.

Alguns interesseiros argumentam que Caçapava cresceu. Mesmo que tenha chegado a 100.000 habitantes, o que não é verdade, ainda assim continuaria a ter uma baixa representação vereador/habitante.

Outra vigarice política é comparar Caçapava com Jambeiro. Ah, “Jambeiro tem 9 vereadores e pouco mais de 5.000 habitantes, enquanto Caçapava tem 10 e quase 100.000 habitantes”. É de uma ignorância absoluta quem faz essa comparação. A Constituição Federal determina o mínimo de 9 vereadores por cidade. E mais, os vereadores de Jambeiro recebem um salário de R$ 1.000,00 reais por mês e não têm nenhum assessor, a Câmara de Jambeiro tem 3 assessores concursados que auxiliam os vereadores. Portanto, um vereador de Caçapava, em termos financeiro, quase paga as despesas dos 9 vereadores de Jambeiro.

Segundo o jornal, já deram entrada na Câmara com um projeto para revogar a medida e aumentar o número de vereadores para 15.

Bem, quem segue Cesar Nascimento caminha para derrota e defenestração pelo povo, como ele vêm sendo.

Senhores vereadores, se querem aumentar o número de vereadores consultem o povo. Revogar a emenda que determina essa consulta é golpe! E isso pode ser mortal para carreira política de vocês.

O ATO E O FATO


Brasilino Neto
CONCLAMAÇÃO

Estamos às vésperas da realização da eleição majoritária, quando será eleito o presidente que comandará o Brasil por quatro anos.

Trata de um momento especialmente importante para o dia a dia do país e seus cidadãos, embora os próprios candidatos não tenham bem noção desta situação, tanto que nos debates não trouxeram propostas concretas e factíveis, mas somente vãos falatórios.

Infelizmente se limitaram a ataques pessoais, questiúnculas de conversas de esquina num final de madrugada, de pessoas com pouca sobriedade, em manifesto desrespeito aos eleitores.

Entendo não ser cabível que em debate com transmissão para todo país possam ser usadas as expressões “leviana”, “mentiroso ou mentirosa”, com inserção de matérias pouco recomendáveis que envolveram os candidatos há anos, e outras mais deste mesmo naipe.

Esta situação de confronto pessoal e não de ideias chegou a tal ponto que não ajuda o eleitor decidir em quem vai votar, mas sim em quem não vai votar, o que é uma aberração.

Este descabimento levou, inclusive, o Superior Tribunal Eleitoral a “dar um puxão de orelhas” nos candidatos, para que se ativessem com modos em suas apresentações públicas, regrando aquilo que poderiam ou não fazer, o que se tratando de candidatos à presidência é muito triste.

Eis aqui a conclamação que faço neste importante momento: Você eleitor, com seu voto, elegerá quem dirigirá os destinos do país nos próximos quatro anos, assim avaliem bem qual deles deve ser o depositário de seu voto e confiança devendo, pois fazer disto um ato solene e importante para sua vida e do Brasil, e não mera obrigação.

As eleições compradas




Atualmente, o maior problema do Brasil é a corrupção. Não que ela não existisse, mas nos governos do PT ela se institucionalizou. Diariamente assistimos a divulgação de uma avalanche de denúncias de roubalheiras, superfaturamentos e verdadeiros assaltos aos cofres públicos, promovidos pela quadrilha que hoje governa o país, que instalou “companheiros” em todas as maiores empresas estatais.

No governo anterior, do mesmo PT, ocorreu a filmagem de uma entrega de dinheiro da corrupção nos Correios e, puxado o fio da meada, deu no chamado Mensalão do PT, provado, comprovado, com alguns de seus participantes julgados e condenados, mas, como de costume, de existência até hoje negada pelos líderes maiores do que hoje bem mais se parece com uma enorme quadrilha, do que com um partido político. Que inicialmente se dizia protetor da classe operária.

Gente que participou do PT desde sua fundação, agora foi condenada e presa, mas mesmo assim foram tidos como heróis pela grande maioria dos outros membros do partido que, além de não expulsá-los de seus quadros, ainda arrecadaram dinheiro para pagar as quantias a que foram condenados a indenizar o Estado.

O país sofre em todas as frentes, como na falta de estrutura rodoviária, ferroviária e fluvial para o escoamento da produção, na falta de escolas e professores, de hospitais e pronto-socorros, além de tantas outras carências sistematicamente reclamadas e divulgadas por todo o país.

Entretanto, ao invés de corrigirmos as nossas deficiências, os governos do PT preferem construir refinarias de petróleo superfaturadas por solicitação do “companheiro” Hugo Chávez, portos, aeroportos e hotéis em Cuba, a pedido dos “companheiros” Castro, entregar as refinarias de petróleo da Petrobrás na Bolívia para o “companheiro” Evo Morales e assim por diante.

Tudo isso por um projeto de poder traçado por todos eles em 1990, no Foro de São Paulo, que pretende socializar toda a América Latina. O mesmo projeto, claro, pretende perpetualizar no poder os seus líderes, como já fazem os irmãos Castro em Cuba , Evo Morales, que acaba de ser reeleito na Bolívia pela terceira vez consecutiva, pretendia fazer Hugo Chávez na Venezuela, e é o sonho de Lula e do PT.

No Brasil, para se atingir essa perpetualização os governos do PT estão está criando, entre os mais necessitados, gerações de viciados em esmolas do Estado, como o programa “Bolsa Família”, sem dar-lhes o menor estímulo de evoluir em direção ao mercado de trabalho.

Há mais de cinquenta anos Luiz Gonzaga, o grande cantor e compositor, afirmou: ”Seu doutô, o nordestino tem muita gratidão pela ajuda dos sulistas nessa sêca do sertão, mas doutô, uma esmola a um homem são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.

Ronald Reagan disse: “Devemos medir o sucesso dos programas sociais pelo número de pessoas que deixa de recebê-lo e não pelo número de pessoas que neles são adicionadas”; e também: “O melhor programa social é um emprego”.

Para o PT, pelo contrário, o mais importante é aumentar cada vez mais os dependentes do Estado, pois isso facilita sua permanência no poder. Se não contasse com os beneficiários do Bolsa Família, das ONG’S e dos Movimentos Sociais, Dilma já teria perdido as eleições no primeiro turno.

A população precisa entender que votar em troca de algo é vender, além de seu voto, sua dignidade, seus sonhos, projetos e perspectivas de futuro.

Na reta final, Aécio Neves avança em Minas e abre 11 pontos sobre Dilma.



Pesquisa divulgada na sexta-feira pelo Multidados aponta o candidato do PSDB, Aécio Neves, na frente da candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), em relação à preferência de votos dos eleitores mineiros. No levantamento estimulado, o tucano foi escolhido por 49% dos entrevistados. Dilma recebeu 38% da preferência. O percentual de eleitores que ficaram indecisos ou que não responderam a pesquisa foi de 7% e outros 6% falaram que não rejeitam nenhum dos dois candidatos.

Perguntados sobre qual dos candidatos deverá vencer o segundo turno das eleições, 46% dos entrevistados apontaram Aécio, enquanto 37% afirmaram que Dilma continuará governando pelos próximos quatro anos. O levantamento foi feito entre 20 e 22 de outubro e foram ouvidos 1.254 eleitores, em 85 municípios mineiros. A margem de erro é de 2,8 pontos para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-01172/2014.

A Multidados perguntou sobre a imagem que os eleitores tem dos candidatos. Sobre o tucano, 13% disseram ter uma ótima imagem; 47% uma imagem boa; 12%, regular; 8%, ruim; e 15% afirmaram ter uma imagem péssima de Aécio. Em relação à imagem da presidente Dilma, 10% avaliaram como ótima; 38% como boa; 22%, regular; 11%, ruim; e 17% afirmaram que sua imagem é péssima.(Estado de Minas)

Até o ex-marido de Dilma levou dinheiro do Petrolão!


"Foram R$ 3 milhões para o ex-marido de Dilma. O dinheiro eu mesmo levei em Porto Alegre.<br /><br />
Yosseff - o doleiro.

“Foram R$ 3 milhões para o ex-marido de Dilma. O dinheiro eu mesmo levei em Porto Alegre”.

Alberto Yosseff – o doleiro do PT.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Aécio lidera com 9 pontos de vantagem sobre Dilma


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Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada a partir da terça-feira 21 reafirma a liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff nos últimos dias da disputa pela sucessão presidencial. Segundo o levantamento que entrevistou dois mil eleitores de 24 Estados, o tucano soma 54,6% dos votos válidos, contra 45,4% obtidos pela presidenta Dilma Rousseff. Uma diferença de 9,2 pontos percentuais, o que equivale a aproximadamente 12,8 milhões de votos. A pesquisa também constatou que a dois dias das eleições 11,9% do eleitorado ainda não decidiu em quem votar. “Como no primeiro turno, deverá haver uma grande movimentação do eleitor no próprio dia da votação”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Se for considerado o número total de votos, a pesquisa indica que Aécio conta com o apoio de 48,1% do eleitorado e a candidata do PT, 40%.

De acordo com Guedes, a pesquisa realizada em cinco regiões do País e em 136 municípios revela que o índice de rejeição à candidatura de Dilma Rousseff se mantém bastante elevado – 44,2% dos eleitores afirmaram que não votariam na presidenta de forma alguma. A rejeição contra o tucano Aécio Neves é de 33,7%. Segundo o diretor do Sensus, a taxa de rejeição pode indicar a capacidade de crescimento de cada um dos candidatos. Quanto maior a rejeição, menor a possibilidade de crescimento. Outro indicador apurado pela pesquisa Istoé/Sensus diz respeito à votação espontânea, quando nenhum nome é apresentado para o entrevistado. Nessa situação, Aécio também está à frente de Dilma, embora a petista esteja ocupando a Presidência da República desde janeiro de 2011. O tucano é citado espontaneamente por 47,8% dos eleitores e a petista, por 39,4%; 0,2% citou outros nomes e 12,8% disseram estar indecisos ou dispostos a votar em branco.

Para conquistar os indecisos, as duas campanhas apostam as últimas fichas nos principais colégios eleitorais do País: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O objetivo do PSDB é ampliar a vantagem obtida em São Paulo no primeiro turno e procurar virar o jogo em Minas e no Rio. Em São Paulo, Aécio intensificou a campanha de rua, com a participação constante do governador reeleito, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com as pesquisas realizadas pelo comando da campanha de Aécio, em Minas o tucano já estaria na frente de Dilma e a vantagem veio aumentando dia a dia na última semana. Processo semelhante ocorreu em Pernambuco, depois de Aécio receber o apoio explícito da família de Eduardo Campos e do governador eleito, Paulo Câmara. Os mesmos levantamentos indicam que no Rio a candidatura do senador mineiro vem crescendo, mas ainda não ultrapassou a presidenta. Para reverter esse quadro, Aécio aposta no apoio de lideranças locais, basicamente de Romário, senador eleito pelo PSB, que deverá acompanhá-lo nos últimos atos de campanha. Para consolidar a liderança, Aécio tem usado os programas no horário eleitoral gratuito para apresentar-se ao eleitor como o candidato da mudança contra o PT. Isso porque as pesquisas internas mostram que a maior parte do eleitor brasileiro se manifesta com o desejo de tirar o partido do governo.

No comando petista, embora não haja um consenso sobre qual a melhor opção a ser colocada em prática nos dois últimos dias de campanha, a ordem inicial é a de continuar a apostar na estratégia de desconstrução do adversário. Nas duas últimas semanas, o que se constatou é que, em vez de usar parlamentares eleitos para esse tipo de ação – como costumava fazer o partido em eleições passadas –, os petistas escalaram suas principais lideranças para a missão, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a própria candidata. Os petistas apostam no problema da falta d’água para tirar votos de Aécio em São Paulo e numa maior presença de Dilma em Minas para procurar se manter à frente do tucano no Estado.

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Revista IstoÉ

Oposição vai pedir que PGR investigue Lula e Dilma


Dilma ao lado de Lula no centro de São Paulo - 03/10/2014

Os partidos de oposição vão pedir nesta sexta-feira que a Procuradoria-Geral da República investigue se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora, Dilma Rousseff (PT), sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. Como revela reportagem de VEJA, em depoimento prestado na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef, que atuava como banco clandestino do petrolão, implica a presidente e seu antecessor no esquema de corrupção.

DEM, PSDB, PPS e SD vão subscrever o pedido. O objetivo é pedir que a PGR apure a eventual participação de Dilma e Lula no esquema. O presidente da República só pode ser investigado e denunciado pelo procurador-geral. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, diz que as revelações explicam o empenho do governo na tentativa de minar a CPI da Petrobras no Congresso. "O governo está criando obstáculos para a investigação desde o primeiro momento. Uso eleitoral é esconder esses fatos tenebrosos", diz ele.

A representação dos partidos oposicionistas deve ser entregue nesta tarde por advogados das siglas, já que a maior parte dos parlamentares está em seus Estados de origem.

VEJA mostrou que, em depoimento prestado na última terça-feira, Youssef afirmou que Dilma e Lula sabiam das irregularidades na Petrobras, que era usada de forma sistemática para desviar recursos que abasteciam os caixas do PT e de outros partidos aliados. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da empresa, também está preso por sua participação nos desvios. Ele e Youssef firmaram um acordo de delação premiada, o que os obriga a comprovar as afirmações que fizerem para ter a pena reduzida.

Veja.com

TSE nega pedido de Dilma para censurar VEJA


Capa da Veja desta semana
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta sexta-feira um pedido da campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) para censurar a reportagem de VEJA desta semana na qual o doleiro Alberto Youssef, pivô do megaesquema de lavagem de dinheiro desmontado pela Polícia Federal, afirma que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam dos desvios na Petrobras.

O pedido da coligação de Dilma para retirar a publicação do site de VEJA do ar e do perfil da revista no Facebook foi protocolado pelo PT nesta sexta-feira, sob o argumento de que a publicação desrespeita a legislação eleitoral. Mas o ministro Admar Gonzaga negou o pedido.

A lei citada pelo PT para tentar censurar VEJA é fruto da minirreforma eleitoral, mas não tem efeito sobre as eleições de 2014 porque entrou em vigor menos de um ano antes do pleito. "O dispositivo invocado para a suspensão da veiculação (§ 3º do art. 57-D da Lei nº 9.504/1997), consoante entendimento deste Tribunal Superior (Consulta nº 1000-75), não tem eficácia para o pleito de 2014", afirmou o ministro.

Veja.com

Se Dilma for reeleita, o presidente do Brasil acabará sendo Michel Temer. Ou: Além de dizer que a governanta sabia da roubalheira na Petrobras, doleiro diz que pode ajudar polícia a identificar contas secretas do PT no exterior. Parece que a casa caiu!


PÁGINA DUPLA VEA

O governo segurou dados negativos sobre o Ideb, a miséria e a arrecadação, entre outros, porque teme que eles possam prejudicar a votação da candidata do PT à reeleição. Já é um escândalo porque o Estado brasileiro não pertence ao partido. Ao jornalismo não cabe nem retardar nem apressar a publicação de uma reportagem em razão do calendário eleitoral. A boa imprensa se interessa por fatos e disputa, quando muito, leitores, ouvintes, internautas, telespectadores. Na terça-feira passada — há três dias, portanto —, o doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava Jato, deu um depoimento estarrecedor à Polícia Federal e ao Ministério Público. A revista VEJA sabe o que ele disse e cumpre a sua missão: dividir a informação com os leitores. Se, em razão disso, pessoas mudarão de voto ou se tornarão ainda mais convictas do que antes de sua opção, eis uma questão que não diz respeito à revista — afinal, ela não disputa o poder. E o que disse Youssef, como revela VEJA, numa reportagem de oito páginas? Que Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff sabiam da roubalheira que havia na Petrobras.

Mais: Youssef se prontificou a ajudar a Polícia a chegar a contas secretas do PT no exterior. Segundo as pesquisas, Dilma poderá ser reeleita presidente no domingo. Se isso acontecer e se Youssef fornecer elementos que provem que a presidente tinha conhecimento das falcatruas, é certo como a luz do dia que ela será deposta por um processo de impeachment. Não é assim porque eu quero. É o que estabelece a Lei 1.079, com base na qual a Câmara acatou o processo de impeachment contra Collor e que acabou resultando na sua renúncia. O petrolão já é o maior escândalo da história brasileira e supera o mensalão.

O diálogo que expõe a bomba capaz de mandar boa parte do petismo pelos ares é este:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Youssef diz ter elementos para provar o que diz — e, em seu próprio benefício, é bom que tenha, ou não contará com as vantagens da delação premiada e ainda poderá ter a sua pena agravada. A sua lista de políticos implicados no esquema já saltou, atenção, de 30 para 50. Agora, aparece de forma clara, explícita, em seu depoimento, a atuação de José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras durante o califado de Lula e em parte do governo Dilma. Entre outros mimos, ele revela que Gabrielli o chamou para pagar um cala-boca de R$ 1 milhão a uma agência de publicidade que participava do pagamento ilegal a políticos. Nota: Youssef já contou à PF que pagava pensão mensal a membros da base aliada, a pedido do PT, que variavam de R$ 100 mil a R$ 150 mil.

Pessoas que conhecem as denúncias de Youssef asseguram que João Vaccari Neto — conselheiro de Itaipu, tesoureiro do PT e um dos coordenadores da campanha de Dilma — será fulminado pelas denúncias. O doleiro afirma dispor de provas das transações com Vaccari. Elas compõem o seu formidável arquivo de mais de 10 mil notas fiscais, que servem para rastrear as transações criminosas.

Contas no exterior

É nesse arquivo de Youssef que se encontram, segundo ele, os elementos para que a Polícia Federal possa localizar contas secretas do PT em bancos estrangeiros, que o partido sempre negou ter, é claro. Até porque é proibido. A propósito: o papel de um doleiro é justamente fazer chegar, em dólar, ao exterior os recursos roubados, no Brasil, repatriando-os depois quando necessário.

Por que VEJA não revelou isso antes? Porque Youssef só depôs na terça-feira. A revista antecipou a edição só para criar um fato eleitoral? É uma acusação feita por pistoleiros: VEJA publicou uma edição na sexta-feira anterior ao primeiro turno e já tinha planejada e anunciada uma edição na sexta-feira anterior ao segundo turno. Mas que se note: ainda que o tivesse feito, a decisão seria justificada. Ou existe alguém com disposição para defender a tese de que vota melhor quem vota no escuro?

Quanto ao risco de impeachment caso Dilma seja reeleita, vamos ser claros: trata-se apenas da legislação vigente no Brasil desde 10 de abril de 1950, que é a data da Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade e estabelece a forma do processo. Valia para Collor. Vale para Dilma. Se Youssef estiver falando a verdade — num processo de delação premiada — e se Dilma for reeleita, ela será deposta. Se a denúncia alcançar também seu vice, Michel Temer, realizam-se novas eleições diretas 90 dias depois do último impedimento se não tiver transcorrido ainda metade do mandato. Se os impedimentos ocorrerem nos dois anos finais, aí o Congresso tem 90 dias para eleger o titular do Executivo que concluirá o período.

Informado, o eleitor certamente decide melhor. A VEJA já está nas bancas.

Por Reinaldo Azevedo

‘Outro negócio suspeito faz a Petrobras continuar sangrando’


Publicado no Globo desta quinta-feira


Ricardo Noblat
Êpa! Tem jeito de elefante, presa de elefante, tromba de elefante, mas o governo não admite que seja um elefante. O que será então?

Muita coisa se passou na Petrobras desde que se montou ali um esquema bilionário de desvio de recursos para enriquecer políticos que apoiam o governo e financiar campanhas – a de Dilma, inclusive.

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma auditoria para investigar o pagamento extra de mais de R$ 1 bilhão feito pela Petrobras ao governo boliviano. Tem a ver com a importação do gás boliviano pelo Brasil.



A grana entupiu o tesouro da Bolívia em plena campanha de Evo Morales, o presidente, candidato à reeleição. Por sinal, ele se reelegeu. Pela terceira vez. Aspira mudar a Constituição para poder se reeleger indefinidamente.

Qual o problema do pagamento extra?

Apenas o seguinte: a quantia foi paga a mais sem que nada estivesse previsto no contrato assinado pelos dois países para a compra do gás boliviano.

Quem autorizou o pagamento a mais?

O TCU quer saber.

Por que a Petrobras pagou o que não devia?

O TCU quer saber.

E por que o pagamento, inclusive, retroagiu a meses anteriores ao recebimento da grana pela Bolívia?

Calma. Devagar. O TCU quer saber.

A presidente Dilma sabia?

O TCU quer saber.

Quem sabe ela não se baseou numa parecer “falho” para concordar com o negócio?

Não foi assim no caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras? Pelo menos Dilma diz que foi assim.