segunda-feira, 30 de março de 2015

Coca-Cola mais cara


Dilma: Coca-cola vai custar caro
Dilma: Coca-cola vai custar caro

A Presidência da República abriu uma licitação para comprar refrigerantes para abastecer os palácios do Planalto e da Alvorada, a Granja do Torto e a Vice-Presidência. Mas, em tempos de ajuste fiscal, falta à turma do Planalto fazer uma pesquisa de preços em Brasília.

O preço unitário sugerido para a garrafa de dois litros de Coca-Cola, por exemplo, é de 6,21 reais. Serão compradas 600 unidades.

Na sexta-feira, o supermercado Big Box, uma rede popular em Brasília, vendia a garrafa de dois litros e meio, portanto com mais refrigerante do que garrafa que será comprada pelo Planalto, por 5,45 reais.

A propósito, Dilma parece estar levando as ordens de sua dieta Ravenna às licitações. Na mesma compra dos refrigerantes, o Planalto vai comprar 30 pacotes de batata palha: sem gordura trans e com farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico.

O “VEM PRA RUA” DEFINE O QUE VAI PEDIR NO DIA 12 DE ABRIL: “FORA DILMA!”


dilma fora

O “Vem Pra Rua”, um dos maiores movimentos que convocaram a megamanifestação nacional do dia 15 de março, acaba de adotar uma palavra de ordem clara e sem ambiguidades: “Fora Dilma”. É o que se ouvirá em uníssono no novo protesto, marcado para o dia 12 de abril. A expectativa dos organizadores é que o evento se repita em todas as capitais e se espalhe por um número ainda maior de cidades.

Até havia pouco, o “Vem Pra Rua” chamava os brasileiros a expressar publicamente a sua insatisfação, acusava as lambanças do governo e do PT, mobilizava a população contra a corrupção desabrida, mas não dava especial relevo à reivindicação para que Dilma deixasse a Presidência. O que se avalia é que a dinâmica na rua e o encadeamento dos fatos impõem o lema aglutinador. O grupo acha que a presidente tem de deixar o cargo, dentro dos rigores da lei, seja por renúncia — e esse é um ato unilateral —, seja por cassação, seja pelo caminho do impeachment.

COM RDC, GOVERNO CONTRATA ATÉ MESMO OBRAS SEM PROJETO


OBRA DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO EM ATRASO.

O Regime Diferenciado de Contratação (RDC), uma esperteza criada no governo Lula para dar “celeridade” ao Programa de Aceleração do Crescimento, permite que o governo “queime etapas” em licitações e contrate empreiteiras que sequer têm projeto para realizar obras. Isso permite que empresas façam ofertas apenas para vencer a licitação e depois estabeleçam os custos reais do projeto através de aditivos.

A refinaria de Abreu e Lima, por exemplo, que inicialmente custaria cerca de R$ 2 bilhões, ganhou mais de R$ 18 bilhões em aditivos.

Através do RDC, só o vencedor da licitação tem a obrigação de criar um projeto para a obra; e o custo real só aparece após sua conclusão.

Na prática, o governo legalizou o superfaturamento: aditivos são sempre aprovados já que sem pagamentos as obras não andam.

BRASIL ESTÁ EM CRISE, MAS FINANCIA METRÔ NA VENEZUELA


O BRASIL DÁ CALOTE NO PROGRAMA 'MINHA CASA, MINHA VIDA' E
PARALISA O PAC, MAS NÃO FALTA DINHEIRO PARA A
OBRA DA ODEBRECHT EM CARACAS

Custa US$ 1,6 bilhão (R$ 5,3 bilhões) ao contribuinte o financiamento do BNDES à empreiteira Odebrecht para construir a linha 5 do metrô de Caracas, capital venezuelana. O BNDES se alimenta do dinheiro do Tesouro Nacional, arrancado do bolso do contribuinte. A empreiteira, que é citada no escândalo de corrupção na Petrobras, foi responsável por três linhas do metrô de Caracas, além de outras obras no país.

Se não falta dinheiro brasileiro para o governo bolivariano de Nicolás Maduro, no Brasil o governo aplica calotes e cancela programas.

Para a reforma da linha 3 do metrô de Caracas o início da linha 4, a Odebrecht recebeu do BNDES US$ 194,6 milhões.

A Odebrecht atua na Venezuela desde 1992, mas foi em 2004, com as obras do metrô de Caracas, que a empresa deslanchou no país.

O “bondinho” de Caracas também foi construído pela Odebrecht, além da ponte do rio Orinoco e o “projeto agrário socialista” de Maracaibo.

domingo, 29 de março de 2015

Um Estado corrupto e ineficiente (Chacoalhando o Bambuzal)




O Estado é a maior instituição criminosa do Brasil, o maior ente corrupto, cujas causas e questões interessam somente a si mesmo. A sociedade e os cidadãos não são por ele representados, encontram-se explorados e escravizados por suas bizantinices e submetidos às suas desonestidades, sejam materiais ou intelectuais.

A presidente Dilma mente diariamente há anos sobre a situação administrativa e econômica do Brasil e usa o poder para se sustentar no comando do Estado. O presidente do Senado, Renan Calheiros, de quem não é necessário fazer muitos comentários, é responsável por fatiar o poder segundo os interesses de ocasião. O ministro Luiz Fux, do STF, em conflito de interesse, inconstitucionalmente deferiu auxílio-moradia aos magistrados, os quais usualmente possuem residência própria. Espera-se tais artifícios de políticos, não de magistrados. O sistema está de tal modo corrompido que não há por que esperar pela honestidade material ou intelectual proveniente dos atos do Estado.

Um presidente, qualquer que seja, não pode entregar um cargo público a alguém somente por acordo político. Além de isso já ser ilícito, ceder um cargo público por acordo inevitavelmente conduz à sequência de crimes dos quais o dinheiro ilicitamente desviado da Petrobras é mera consequência previsível. Fatiado o bolo, não há um único motivo para crer que uma empresa pública não se torne fonte de corrupção.

O que o Estado faz por meio da PF e do MPF é combater a si mesmo. Para que a Polícia Federal justifique sua existência e seu tamanho, é necessário que o Estado seja interventor e corrupto. Um alimenta o outro. Em crise palaciana, uma pequena parcela do Judiciário (que também tem seus problemas, e são muitos) move-se contra os esquemas políticos. Veremos até quando – afinal, um Sérgio Moro não faz verão. Por mais que uns punhados de indivíduos capacitados e honestos estejam empenhados em prender corruptos e estancar os males daí provenientes, a corrupção não cessará, pois esse é um problema sistêmico. O Estado brasileiro é sistemicamente corrupto, sedento de poder e burocraticamente inoperante. Isso tudo a fim de manter seus privilégios.

Todo grande movimento corruptor tem sua origem no Estado. Há quase 20 anos Paulo Francis denunciou a corrupção dentro da Petrobras e a conta disso foi um processo nos EUA. É público e notório que as contratações feitas pela Petrobras, com envolvimento político, estavam prenhes de corrupção e distribuição indevida de dinheiro. Caso a Petrobras fosse empresa privada, não veríamos o noticiário político/policial como se víssemos as cenas dos próximos capítulos.

Por causa da inoperante burocracia jurídica bizantina criada pelo Estado, dificilmente o cidadão consegue enriquecer e se tornar produtivo. Para todo e qualquer lado há um procedimento medieval a ser superado, criado pela mente fértil de um ignóbil burocrata, do mais alto ao mais baixo escalão. Esses muros burocráticos são fonte de impedimento de produção e geração de riqueza – bem por isso, são fonte de pobreza, da servidão e da subserviência.

A ética do Estado é a da improdutividade, é da dependência das suas inutilidades jurídicas, da sua burocracia paralisante, da sua gestão irresponsável que só nos toma tempo. O Estado cria propositadamente procedimentos que inviabilizam a atividade privada em que somente os mais determinados, somente os mais tenazes, somente os mais inteligentes sobrevivem nesse ambiente contraprodutivo. O Estado opõe-se aos interesses da sociedade e do cidadão livre, autônomo e independente.

Time de peso


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Sanchez: secretário acusado de participar de mortes de palmeirenses
Andrés Sanchez contratou um time de peso para assessorá-lo na Câmara.

O secretário parlamentar Alex Gomes é réu pelo assassinato de dois torcedores da Mancha Alviverde. Gomes, o Minduim, foi acusado de ser coautor da morte de André Lezo e Guilherme Moreira, a pauladas e golpes com um ferro, em março de 2012.

Andrés diz repudiar o ataque e respeitar a ação judicial, mas defende a presunção de inocência de Minduim.

Já o assessor André Oliveira foi anotador do jogo do bicho no passado.

O inimaginável


Luis Fernando Veríssimo
Luis Fernando Veríssimo
A mente humana não está capacitada a entender uma coisa que existe sem nunca ter começado

Se você já se cansou de escândalos e quer fugir deste cotidiano de intolerância e troca de insultos — ou seja, se cansou do Brasil atual —, sugiro uma solução, mas com um aviso: você estará trocando uma angústia, digamos, cívica, por uma angústia existencial — o que não deixa de ser uma saída. Se estiver disposto, siga-me.

Minha sugestão é: vamos pensar no universo e esquecer todo o resto? Já se chamou isto de “pensar nas últimas coisas”, mas o problema é que os cientistas ainda não chegaram a um acordo a respeito das primeiras coisas. Teorias sobre o começo do mundo continuam a ser só isso, teorias. Até algumas que pareciam ser universalmente, sem trocadilho, aceitas continuam em discussão, como a teoria do Big Bang, que teria criado tudo em segundos. Agora, estão dizendo que não houve o grande pum.

Especulações sobre o que existia antes da explosão inaugural — era o nada absoluto ou não era nem o nada? — devem ser substituídas por uma questão ainda mais estonteante, pois se as novas especulações (provocadas, se entendi bem, pela descoberta de pequenos buracos negros indicando a existência de universos paralelos) estiverem certas, significará que o universo, ou a versão do universo que você e eu habitamos, nunca começou. Sempre existiu!

A mente humana não está capacitada a entender uma coisa que existe sem nunca ter começado. O conceito do infinito para os dois lados é demais para quem está acostumado a uma vidinha orgânica, em que tudo nasce, cresce, declina e, que remédio?, acaba. O infinito para a frente ainda é, com algum esforço, concebível. O infinito para trás não cabe na nossa cabeça.

Cientistas, e principalmente, físicos, são um pouco como bombeiros, policiais, desmontadores de bombas e domadores de circo, habituados a enfrentar situações extremas que espantam os outros. Vão aonde ninguém mais vai. No caso dos físicos, até as bordas do conhecimento, sem medo de serem engolidos pelo inimaginável, como um leigo. Mas duvido que em algum ponto das especulações eles não lamentem os limites naturais mesmo de uma mente privilegiada, e concluam que nenhuma teoria, jamais, chegará perto da verdade sobre a origem da matéria.

Eu já estou com saudade do Big Bang.

Mini-Dilma!




– Charge do Benett, via 'Gazeta do Povo'.

O Ato e o Fato


Brasilino Neto
CUIDADO AO VENDER SEU VEÍCULO

Vou nesta semana deixar de falar da corrupção deslavada, da política mal preparada que estamos vendo e vivendo, para fazer referência a um problema que vejo no dia a dia profissional, e me chama a atenção sobremaneira, por ser sério e de graves e não raras vezes de irrecuperáveis consequências.

Trata-se da questão da venda e compra de veículos, pois quando a pessoa pretende trocar o seu veículo procura as revenda e ali realiza a transação.

Geralmente isto se dá com a entrega de seu veículo como parte de pagamento e o complemento de pagamento do valor do adquirido através de financiamento.

O entusiasmo pela realização do negócio faz com que o consumidor não se acautele e deixe os documentos do veículo trocado em posse da revendedora que, por sua vez repassa bem que pegou na transação para terceiros sem o devido cuidado.

Nestas condições o veículo que a pessoa deu como parte de pagamento da venda continua em seu nome, o que gera consequências funestas, eis que as multas de trânsito, os pontos na carteira nacional de habilitação por estas transgressões e a responsabilidade civil decorrente de acidente serão atribuidas à pessoa em cujo nome o veículo esteja cadastrado no departamento de trânsito.

São constrangimentos e mais constrangimentos, além do tempo que terá de despender para comparecer em audiências, das despesas e encargos que decorrem da situação, assunção de honorários advocatíios e outras pendências mais.

Assim, a aplicação de todas as cautelas no momento da realização deste negócio é sempre pouca, devendo então o comprador do veículo, para que não fique sujeito a estas situações, no exato momento de sua realização, ir ao cartório de notas e providenciar a assinatura do recibo de transferência para a pessoa física ou jurídica com quem negociou e em ato continuo ir ao departamento de trânsito da cidade e entregar, com cópia de recebimento de entrega, pedido que o mesmo seja bloqueado junto ao sistema se a transferência não se realizar em trinta dias do preenchimento.

Estas providências dão garantia à pessoa em cujo nome esteja o veículo cadastrado, possibilitando a formulação de defesa junto ao departamento de trânsito e a processos judiciais que possa estar sujeita.

São providências simples e que, no entanto, podem ser e realmente são fundamentais para a garantia e proteção de seus interesses, podendo aqui se aplicar o velho ditado de que, nestes casos “é melhor prevenir do que remediar”.

sábado, 28 de março de 2015

Alckmin defende redução no seguro de automóveis


o governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante a entrega do helicóptero Águia. Foto: Claudio Vieira
Governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante a entrega do helicóptero Águia. Foto: Claudio Vieira

Após seguidas quedas nos indicadores de roubos e furtos de veículos no Estado de São Paulo, a SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) vai apresentar um relatório a seguradoras para reivindicar redução no valor das apólices.

De acordo com o secretário de Segurança, Alexandre de Moraes, que esteve ontem em São José dos Campos, o documento será enviado após o fechamento dos índices criminais do primeiro trimestre de 2015, em meados de abril. “Os crimes terão redução pelo 10° mês consecutivo no Estado e não há motivo para o seguro não cair de preço.”

Na RMVale, o roubo de veículos registrou queda de 23,21% no primeiro bimestre deste ano, ante igual período de 2014 --foram 435 ocorrências no ano passado e 334, neste ano. O furto de veículos sofreu redução menor: 1,28%, de 623 casos para 615.

O valor da redução a ser proposto não foi divulgado.

Cálculo. Para compor o valor do seguro de cada veículo, as seguradoras levam em conta, entre outros critérios, a marca do carro e quanto ele é visado por bandidos, além do condutor principal e da região onde roda.

“É viável as seguradoras abaixarem o preço porque o roubo e furto de veículos estão em queda há 10 meses. Isso faz diferença na planilha do seguro”, afirmou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que se disse entusiasta da tese da economia nas apólices.

Procurada ontem, a ABCSI (Associação Brasileira das Companhias de Seguros Internacionais) não comentou a proposta do Estado.

Para o corretor Alexandre Matos, de São José, os índices criminais são importantes para definir os preços dos seguros, o que pode facilitar para o desconto. “O Estado terá que convencer as seguradoras”.

Helicóptero. Alckmin e Moraes estiveram ontem em São José para entregar um segundo helicóptero Águia à Polícia Militar na região.

A aeronave, que custou R$ 10,2 milhões, será usada para resgates aeromédicos e tripulada por policiais militares e médicos do Grau (Grupo de Atenção às Urgências e Emergências), da Secretaria de Estado da Saúde. O equipamento atuará em parceria com o Samu.

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