quinta-feira, 17 de abril de 2014

Morre o Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, aos 87 anos


Autor de ‘Cem Anos de Solidão’ e ‘O Amor nos Tempos do Cólera’, escritor colombiano é aclamado como um dos mais importantes do século XX

O escritor colombiano Gabriel García Márquez em 2014

Morreu nesta quinta-feira na Cidade do México, aos 87 anos, o escritor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1982 e um dos criadores da corrente literária conhecida como realismo mágico. Considerado um dos mais importantes autores do século XX, Márquez estava com a saúde debilitada e estaria com câncer em fase de metástase no pulmão, gânglios e fígado. A idade avançada e a condição frágil do autor levaram a família a abrir mão de um tratamento oncológico para optar por cuidados paliativos em casa. Casado há 56 anos com Mercedes Barcha, o escritor deixa dois filhos, Rodrigo e Gonzalo.

Dilma gasta R$ 2,3 bi com publicidade em 2013 e bate recorde


O governo federal gastou R$ 2,3 bilhões para veicular propaganda em 2013. O valor é o maior já registrado desde 2000, quando começou a ser divulgado esse tipo de dado.

Até o atual recorde estabelecido pela presidente Dilma Rousseff, o maior gasto havia sido o de 2009, sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com R$ 2,2 bilhões.

Essas informações foram divulgadas nesta semana pela Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto. Todos os números foram corrigidos pelo IGPM, da FGV, o indicador mais usado no mercado publicitário.

Em relação ao ano de 2012, o gasto do governo federal com propaganda aumentou 7,4%, acima da inflação oficial do período, que foi de 5,91%, segundo o IPCA, calculado pelo IBGE.

Os valores incluem toda a administração pública direta e indireta. Ou seja, as grandes estatais estão nesse bolo de R$ 2,3 bilhões. Quando são considerados só os órgãos e entidades da administração direta (ministérios e Palácio do Planalto, por exemplo), o total de 2013 foi de R$ 761,4 milhões, também um recorde na última década e meia.

De 2012 para 2013 os gastos totais do governo com pessoal, custeio e investimento subiram 7,2%, já descontada a inflação do período.

Em 2010, ano em que Lula estava interessado em eleger Dilma como sucessora, os gastos da administração federal direta com propaganda foram de R$ 576,7 milhões.

A Secom argumentou por meio de assessoria que "em 2013 o governo federal apresentou novas campanhas de utilidade pública voltadas à prevenção de acidentes de trânsito, de combate ao uso do crack e de lançamento do programa Mais Médicos".

O governo também justifica o aumento com o fato de que "um terço do crescimento do volume publicitário de 2013 foi puxado pelas ações dos Correios, [empresa] que completou 350 anos em 2013".

Essa empresa pública foi a que esteve envolvida diretamente no caso do mensalão, escândalo de 2005 e que envolvia o uso de agências publicitárias com contas na administração federal.

Há, dentro do governo, também uma insatisfação com a forma de coleta desses dados. Os valores são aferidos por meio de uma cópia de cada pedido de inserção de anúncio que as agências estão obrigadas a enviar aos veículos de comunicação no momento em que dão a ordem para publicar a propaganda. Às vezes, há cancelamentos.

A Secom acha que os dados "não representam necessariamente gastos efetivamente realizados". A Folha apurou, entretanto, que as discrepâncias são mínimas.

Os R$ 2,3 bilhões gastos colocam o governo federal na quarta colocação do ranking dos maiores anunciantes brasileiros em 2013. O primeiro lugar ficou com a Unilever (R$ 4,6 bilhões), seguida por Casas Bahia (R$ 3,4 bilhões) e o laboratório Genomma (R$ 2,5 bilhões).

Os dados das empresas são divulgados pelo Ibope, que monitora esses gastos verificando o que é publicado. Há distorção no que é apurado, pois o levantamento considera os preços de tabela dos veículos de mídia -e, nesse mercado, há descontos altos, às vezes superiores a 50%.

Já no caso do que é apurado pelo governo, trata-se de uma cifra muito próxima ao que aconteceu de fato. O valor investido por Dilma supera até a gigante do ramo de bebidas Ambev, que, segundo o Ibope, gastou R$ 1,8 bilhão.

Quando se observa o tipo de veículo preferido pelo governo, a TV ganha com 65% do total. Os meios rádio, jornal, revista e internet ficaram com 7,6%, 7%, 6,3% 6% do bolo, respectivamente. Os anúncios estatais na web tiveram em 2013 aumento de 22% em relação a 2012.

A cueca de Neymar


Neymar mostra marca de cuecas que o patrocina em jogo do Barcelona (Dani Pozo-09.abr.2014/AFP)Era só o que faltava. No mundo dos popstars em que se transformaram os jogadores de futebol, uma das estrelas exagera e mostra por cinco vezes a marca de sua cueca. Inútil tentar dizer que não foi de propósito porque se o marketing não conhece limites a burrice humana tem os seus.

Ninguém com dois neurônios acredita que tenha sido obra do acaso.

Pense em Tostão mostrando sua roupa de baixo. Não, não vá tão longe. Pense em Lionel Messi.

Neymar tem garantidas não só a riqueza dos que o geraram como dos que já gerou e vier a gerar.

Mesmo assim, topou confundir alhos com bugalhos, esquecido de que, no gramado, seu ofício deveria ser só seu ofício, o de jogar futebol.

Mas, não. Deixemos para trás as polêmicas antigas sobre as placas de propaganda nos estádios ou, mais modernamente, mas nem tanto, a dos patrocínios nas camisas, práticas que escandalizaram tanta gente boa, embora impostas pelas necessidades do grande negócio do esporte na indústria do entretenimento.

Não se trata de diabolizar o ex-santista, já suficientemente envolvido numa transação nebulosa com o Barcelona, o clube que o contratou antes de tê-lo como adversário numa decisão de título mundial.

Trata-se apenas de discutir limites, de coibir exageros, como os que descredibilizam a atividade jornalística, infestada por garotos-propaganda.

Ainda se fosse para garantir o prato de comida de todos os dias ou o leite das crianças, vá lá.

A ninguém seria dado o direito de palpitar na vida dos outros, porque cada um sabe onde o calo aperta.

Precisar Neymar certamente não precisa. Do mesmo modo em que os veículos de imprensa têm seus espaços apropriados para mensagens comerciais, sem os quais não sobrevivem, o craque já se ocupa o bastante com as campanhas publicitárias que protagoniza.

Talvez ele não saiba, mas em 1982, a maravilhosa seleção brasileira derrotada na Copa da Espanha viveu a estranheza de ver o ponta-esquerda Éder ser acusado de ganhar para correr em direção a uma determinada placa de propaganda quando comemorasse seus gols, o que o teria levado a não passar bolas para companheiros mais bem colocados, na ganância mais dos dólares que pelos gols.

Não, Neymar não fez isso nem passou perto, em gestos até naturais. No entanto, parece óbvio que entrou em campo preocupado com algo mais que jogar, por si só um pecado.

Ainda venial, com o risco de passar a ser mortal se levado adiante. Ainda mais na Copa do Mundo.

SONHO

E se Marco Polo Del Nero acordar em 1º de janeiro de 2015 resolvido a entrar para a história do futebol brasileiro e fazer só o óbvio, como propõe o Bom Senso e o projeto de lei que tramita no Congresso Nacional?

Juro que passaria a dormir o sono dos satisfeitos.

Juca Kfouri

Patrulha governista atinge publicidade infantil



Desde o dia 4 deste mês, o Brasil integra ao lado de Suécia, Noruega e da província de Quebec, no Canadá, uma restrita lista de países que proíbem a publicidade direcionada ao público infantil. Nesse caso, a comparação com nações ricas é mais motivo de preocupação do que de notoriedade. A imposição contra o livre exercício da propaganda é de autoria do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), subordinado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O órgão determinou nove critérios considerados abusivos na comunicação mercadológica dirigida à criança. O texto, aprovado em assembleia realizada em março e publicado no Diário Oficial da União, proíbe, por exemplo, a veiculação de campanhas com músicas cantadas por crianças, uso de bonecos e excesso de cores, desenho animado, entre outros detalhes que inviabilizam qualquer produção – deixando espaço apenas para campanhas institucionais de utilidade pública. O mercado reagiu estarrecido à resolução: nove entidades representativas assinaram um documento no qual declaram não reconhecer a legitimidade da resolução. “O Poder Legislativo, exercido pelo Congresso Nacional, é o único foro com legitimidade constitucional para legislar sobre publicidade comercial”, diz a nota.

A resolução se sobrepõe a um já estruturado arcabouço autorregulatório que estabelece os limites do exercício da publicidade no Brasil. O sistema de fiscalização capitaneado pelo Conar e auxiliado por artigos do Código de Defesa do Consumidor e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que versam sobre abusos da comunicação publicitária direcionada a menores de 12 anos, é considerado um dos mais sólidos do mundo. Além disso, em 2009, as principais empresas do ramo alimentício que atuam no país assinaram acordo nos mesmos moldes de um pacto internacional, o EU-Pledge, para restringir a publicidade de alimentos com alto teor de sódio, gordura e açúcar direcionada às crianças.

Diante disso, causou espanto uma determinação radical, elaborada por um conselho composto por entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Fundação Abrinq, Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag), entre outras. Faz parte também do quadro de eleitos para integrar o Conanda o Instituto Alana, a principal defensora do fim da publicidade infantil no país. A ONG é mantida pela pedagoga Ana Lúcia Villela, maior herdeira individual do Itau-Unibanco, que tem fortuna estimada em 1,1 bilhão de dólares, segundo a revista Forbes. A preocupação com a relação entre criança e consumo foi objeto de sua tese de mestrado e embasa, desde 2006, um projeto que visa minimizar o impacto do consumismo na infância.

Promotora quer explodir linha direta Papuda-Planalto. AGU protesta



O pedido de quebra de sigilo de celulares do Palácio do Planalto feito à Justiça por uma promotora do Distrito Federal atinge também os aparelhos usados em dois outros Poderes da República: o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. As antenas localizadas na região apontada como alvo pelo Ministério Público cobrem toda a área da praça dos Três Poderes, na região central de Brasília, que abriga as sedes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

A promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa encaminhou a solicitação de rastreamento à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal em 27 de fevereiro, no escopo da investigação sobre o suposto uso de um telefone celular na prisão pelo ex-ministro José Dirceu. Condenado pelo STF no processo do mensalão, Dirceu está preso desde novembro no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Técnicos da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) confirmaram à Folha o alcance do pedido dela.

E como tem!!!


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Protesto contra a Copa: violência e depredação


Black blocs quebram portas de vidro de agências bancárias: protesto???
Black blocs quebram portas de vidro de agências bancárias: protesto?

Nesta quarta, houve um novo protesto em São Paulo contra a Copa do Mundo. Mais um. Reuniu, segundo estima a Polícia Militar, umas 1.500 pessoas com o grito de guerra “Não vai ter Copa”. Desta vez, não dá nem para fingir que os policiais foram violentos. Limitaram-se a conter os manifestantes e a atender pessoas que, colhidas em meio ao tumulto, acabaram passando mal.

Já os ditos manifestantes, ah, estes xingavam os policiais, avançavam contra os seus escudos, enfiavam câmeras em seus rostos, sempre em busca daquela reação mais dura que depois faz a festa nas redes sociais. O momento mais tenso aconteceu na estação Butantã, do Metrô, que chegou a ser fechada por algum tempo.

Quando começava já a haver a dispersão, os black blocs deram, então, início a depredações. Três agências bancárias foram atacadas; duas bombas caseiras foram lançadas contra policiais. A PM deteve 54 pessoas. A esta altura, todos já estão na rua.

As leis são frouxas para coibir esse tipo de comportamento. A pouco mais de 50 dias do início da Copa, observem que o país continua sem uma legislação que possa punir com severidade quem põe em risco centenas — e até milhares — de pessoas. Todas as tentativas esbarraram na conversa mole de que se estaria tentando impedir o direito à livre manifestação. Ora, existe uma distância gigantesca entre liberdade de expressão, um direito fundamental, e licença para depredar, agredir, incendiar. Essas são ações criminosa, não “direitos”.

Mas não tem jeito! O governo federal não aprende. Na sexta-feira, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, encontrou-se com alguns jovens, supostos líderes de manifestações. Pediu a colaboração deles; reclamou que o governo é incompreendido; chegou mesmo a acusar uma espécie de ingratidão: “Vocês, jovens, também nos dão desespero pelas coisas que vocês fazem. A gente organiza uma Copa do Mundo achando que vai ser uma festa, e vocês vêm e dão porrada. E dizem: é uma… merda”.

No protesto, bandeiras do Brasil foram queimadas. No Rio, também nesta quarta, black blocs resolveram se infiltrar numa manifestação de pessoas que foram retiradas do terreno da Oi. Dilma Rousseff está brincando com o perigo. O diabo é que este é um governo que não governa, então as decisões tardam, quando são tomadas…

POLÍCIA FEDERAL INDICIA 46 INVESTIGADOS DA OPERAÇÃO LAVA JATO



A Polícia Federal indicou 46 investigados da Operação Lava Jato, deflagrada em 17 de março para estancar esquema de lavagem de dinheiro que pode ter alcançado R$ 10 bilhões. Entre os indiciados estão dois personagens centrais do caso, o doleiro Alberto Youssef e o engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás.

Os alvos foram indiciados pelos crimes de formação de organização criminosa, crimes contra o sistema financeiro nacional (operar instituições de câmbio sem autorização, falsa identidade em contrato de câmbio e evasão de divisas), falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Dois doleiros também foram indiciados por financiamento ao tráfico de drogas diante de indícios da ligação deles com traficantes. Entre os indiciados estão dois personagens centrais do caso, o doleiro Alberto Youssef e o engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás.

Youssef e Costa estão presos desde o dia 17 em caráter preventivo, por ordem da Justiça Federal. A PF descobriu negócios entre o doleiro e o ex-executivo da estatal.

A suspeita é que Costa exerceu tráfico de influência para garantir contratos milionários de consultoria. Parte do dinheiro levantado teria sido destinada para custear campanhas políticas.

O engenheiro foi indiciado por corrupção. Ele ganhou de Youssef uma Range Rover Evoque, cujo valor de mercado é de R$ 250 mil, em maio de 2013.

A Polícia Federal encaminhou nesta terça-feira, 15, à Justiça Federal os relatórios finais referentes aos quatro inquéritos que compõem a Operação Lava Jato. A PF informou que a investigação foi desencadeada para desarticular organizações criminosas que atuavam no mercado clandestino de câmbio no Brasil.

Cada inquérito policial investigou a atuação de uma dessas quatro organizações criminosas, que eram lideradas por doleiros. Esses grupos, embora fossem independentes entre si, possuíam negócios em comum relacionados à lavagem de dinheiro. (Estadão)

Câmara aprova projeto que aumenta pena para quem pratica racha


O Globo


A Câmara aprovou, na noite desta terça-feira, projeto que aumenta as penas para quem pratica os chamados "pegas" ou "rachas". A proposta prevê que a prática de racha em via pública que resultar em morte e terá uma pena de cinco a dez anos de reclusão. Já em caso de lesão corporal grave, a pena será de três a seis anos. A proposta vai à sanção da presidente Dilma Rousseff.

O simples ato de praticar um pega também tem a pena elevada em um ano, para detenção de seis a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter carteira de motorista. Hoje, a pena para quem pratica corridas nas ruas é de detenção de seis a dois anos.

A Câmara rejeitou na noite desta terça-feira as mudanças feitas no Senado e restabeleceu o texto aprovado pelos deputados. O texto original era do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), mas foi aprovado projeto substitutivo do deputado Hugo Leal (PSC-RJ). O governo concordou com as alterações feitas.

O texto impõe as penas para rachas que ocasionem morte e lesão corporal nos casos de "dolo eventual", ou seja, quando o condutor não quis o resultado ou não assumiu o risco de produzi-lo.

Dúvidas sobrevivem a 6 horas de Graça Foster


Foster%20explica%20por%20que%20compra%20foi%20%22bom%20e%20mau%20neg%F3cio%22O depoimento da presidente da Petrobras no Senado produziu, finalmente, uma boa notícia para o governo. Após seis horas de arguição de Graça Foster não houve nenhum aumento das dúvidas que roem a reputação da estatal petroleira. A plateia continua nos mesmos 100%. A má notícia é que falhou a tentativa do Planalto de esvaziar o balão da CPI. Não se pode ter tudo na vida.

O prejuízo da refinaria de Pasadena, no Texas, consumiu o grosso da audiência. Essa foi a terceira vez que Graça Foster tratou do assunto no Congresso. Em maio de 2013, falando na Câmara, ela omitira o aval de Dilma Rousseff e protegera o agora ex-diretor Nestor Cerveró. Nesta terça, preencheu as lacunas de modo a endossar o enredo que favorece Dilma e desmoraliza Cerveró.