domingo, 5 de julho de 2015

Cury deverá articular campanhas a prefeito


O Vale

O ex-prefeito de São José Eduardo Cury. Foto: Claudio Vieira

O deputado federal Eduardo Cury (PSDB), ex-prefeito de São José por dois mandatos (2005-2012), deverá ser indicado na convenção de hoje para exercer a função de articulador das campanhas da sigla a prefeito no ano que vem em todo o País e montagem dos palanques eleitorais.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que também é do Vale do Paraíba, é o principal defensor do nome de Cury para ocupar cargos de maior relevância dentro da sigla.

Caso Cury seja confirmado na nova função, ele terá como um dos principais desafios na RMVale ajudar a reconquistar a Prefeitura de São José, perdida para o PT de Carlinhos Almeida no pleito de 2012.

Cury e o ex-deputado federal e ex-prefeito Emanuel Fernandes são hoje os principais nomes da sigla para o Paço.

Na RMVale. Outras prioridades dos tucanos na RMVale são conquistar o governo de Jacareí, nas mãos do PT desde 2001, e reeleger Ortiz Junior em Taubaté.

DONO DA UTC SERÁ TESTEMUNHA-BOMBA CONTRA DILMA NO TSE



O Tribunal Superior Eleitoral se prepara para um dos julgamentos mais importantes da história. Trata-se da denúncia de que a campanha de reeleição da presidente Dilma foi financiada com dinheiro ilegal, fruto da corrupção. Será decisivo o depoimento, ao TSE, do delator Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC e coordenador do cartel que roubou a Petrobras. Seus testemunho nesse caso será nitroglicerina pura.

O doleiro Alberto Youssef pode também depor no TSE. Ele contou que o PT lhe pediu para “internalizar” R$ 20 milhões para a campanha.

O processo no TSE foi aberto com a denúncia do PSDB de que a campanha de Dilma recebeu doações ilegais e não prestou contas.

Em depoimento à Lava Jato, Ricardo Pessoa confessou haver levado dinheiro vivo, do esquema do Petrolão, para a campanha de Dilma.

A própria Dilma já admitiu haver recebido R$ 7,5 milhões da UTC, que Ricardo Pessoa garantiu terem sido produto de achaque.

Que tem a oferecer o PSDB?, pergunta a plateia



O governo Dilma Rousseff está tonto. Lula cavalga uma agenda vencida. E o PT virou máquina coletora de pixulecos, como o ex-tesoureiro João Vaccari Neto chamava as propinas que embolsava. Contra esse pano de fundo, o PSDB realiza sua convenção nacional neste domingo convencido de que o petismo vai à próxima sucessão presidencial —em 2018 ou antes— como força favorita a fazer de um tucano o novo presidente do Brasil. Esse tipo de triunfalismo costuma levar à imobilidade, não à vitória.

Aécio Neves fica na presidência do partido até 2017. Mas já não é o candidato natural ao Planalto. Terá de tourear dois inimigos cordiais: Geraldo Alckmin, que também ambiciona a Presidência; e José Serra, candidato a estorvo. O estatuto da legenda prevê a realização de eleições prévias. Todos querem fazer prévias. Mas ninguém regulamenta as prévias. O tucanato ainda não aprendeu que as regras são sempre menos perigosas do que a imaginação. Sem elas, chega-se à autofagia.

Mesmo que se admita que a presença de Dilma no volume morto leva água para o moinho que abastece o ninho, os tucanos não estão desobrigados de responder à pergunta que o eleitorado faz aos seus botões: o que diabos o PSDB tem a oferecer? Num instante em que Lula faz pose de líder da oposição, Renan e Cunha reivindicam o título de herois da resistência, o PMDB prepara o desembarque e até o TCU grita “basta”, o PSDB desperdiçará sua hora se achar que pode vencer apenas falando mal dos antagonistas e embrulhando sua raiva para presente.

Retirado do poder federal em 2002, o PSDB não conseguiu construir em 13 anos um ideário que pudesse ser chamado de programa alternativo. Hoje, o tucanato está acorrentado ao projeto-novela-das-nove, no qual o mocinho tucano percorre uma trilha ladrilhada com pedrinhas de brilhantes, cabendo à plateia apenas acompanhar o enredo e torcer pelo final feliz. Isso pode lotar páginas de jornal. Mas o que encherá as urnas será o sonho da prosperidade, que inclui pelo menos: controle da inflação, religamento das caldeiras da economia e o fechamento do porão de imoralidades pluripartidárias.

sábado, 4 de julho de 2015

A involução (Chacoalhando o Bambuzal)



Já não pode ser ufanismo ingênuo, ou apenas “cara de pau”. O Brasil vai muito mal e parece que poucos se dão conta disso. Há quem acredite que este tsunami é “marolinha” e que o país sempre enfrentou crises e sempre conseguiu sair delas. Mas hoje não existe “uma” crise: existe um feixe de crises, uma coleção de crise, um punhado horripilante de crises.

Citem-se algumas: crise hídrica, crise energética, crise política, crise econômica, crise financeira, crise trabalhista, crise educacional, crise de confiança. A síntese de todas elas é a crise moral. Poucos têm confiança no governo ou em qualquer instituição estatal. Raríssimos os que acreditam em dias melhores.

Os números não mentem. Compare-se o Brasil e a China. Esta cresceu 7% no primeiro trimestre. E os chineses estão preocupados, porque no trimestre anterior foi 7,3% e no ano de 2014, cresceu 7,4%. Enquanto isso, o Brasil fala em retração, estagnação, recessão e PIB negativo! É de alarmar o mais tranquilo e fleugmático dentre os cidadãos.

Na publicação “Cadernos de Política Exterior” de número 01, o diplomata Francisco Mauro Brasil de Holanda menciona que em 1970, a economia brasileira representava 1,5% do PIB mundial e a China equivalia a 0,8%. Já em 2011, o Brasil chegava a 2,1% e a China superava 8,1%. Em relação ao comércio, nos anos 80 a participação do Brasil no cenário mundial era de 1,3% e empatava com a China. Hoje o Brasil continua na mesma e a China multiplicou por dez sua participação.

O quadro não é melhor na indústria. Em 1980, a produção de manufaturados do Brasil correspondia à soma de China, Malásia, Coreia do Sul e Tailândia. Hoje significa 07% desse conjunto. O relatório do Fórum Econômico Mundial divulgado dia 15 de abril aponta um Brasil no 84º lugar entre as 143 economias mais adiantadas na utilização da tecnologia da informação e comunicação. Enquanto a China está lá no alto, o Brasil perde do Chile, Barbados, Costa Rica, Panamá, Colômbia e México.

O fato de todas as crianças e jovens estarem com seu celular em ação não significa evolução. Ao contrário: perde-se muito tempo com mensagens fúteis, humor de baixa qualidade, pornografia e outras provas de baixíssima cultura e nenhuma erudição. Falta responsabilidade aos responsáveis pelo País!

Na cidade simpatia vereadores se negam a investigar o executivo. Comemora-se a semana da educação com orgia. Um radialista mequetrefe se autodenomina autoridade e como tal é tratado pelo prefeito. E aí, estamos evoluindo? Claro que NÃO!!!

MPE instaura inquérito para apurar ataques racistas a Maju


Maria Júlia Coutinho, repórter do tempo do Jornal Nacional (Foto: TV Globo / Reprodução)
Maria Júlia Coutinho, repórter do tempo do Jornal Nacional

O Ministério Público do Estado (MPE) informou nesta sexta-feira, 3, que instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar os comentários racistas direcionados à jornalista Maria Júlia Coutinho, do Jornal Nacional da TV Globo.

“As pessoas acham que estão navegando em um oceano de impunidade, mas já presidi várias investigações (sobre crimes de racismo na internet) e tive sucesso”, afirma o promotor de Justiça Criminal Christiano Jorge Santos, que também é professor de Direito Penal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Santos diz que o órgão teve acesso ao caso por meio do controle interno que é feito no MPE e que a investigação logo foi aberta. Ele diz que o fato de a jornalista ser uma figura pública não interferiu no processo. “Para nós, não faz diferença se é conhecida ou não.”

Mandato de Dilma chega ao ocaso em 6 meses


Um presidente da República é um cotidiano de poses. Faz pose da hora em que escova os dentes ao momento em que se enfia sob o cobertor. Ainda que não controle nem os quatro andares do Palácio do Planalto, precisa passar a ideia de que faz e acontece. Mas é indispensável que exista uma noção qualquer de honra e direção por trás das poses. Com a popularidade no volume morto de um dígito e com a base congressual estilhaçada, Dilma Rousseff já não consegue projetar as aparências mínimas do poder.

O segundo mandato de Dilma acaba de fazer aniversário de seis meses. É um bebe disforme e malcheiroso. Tem cara de pão dormido. E cheira a naftalina. A ficha da presidente ainda não lhe caiu. Quem esteve com Dilma nas últimas horas espantou-se com o grau de alheamento da personagem. Mas a realidade acaba se impondo. Dilma logo perceberá que preside um governo em apuros. E talvez constate que terá de se dar por satisfeita se conseguir alcançar dois objetivos: não cair e continuar passando a impressão de que manda.

A margem de manobra de Dilma estreita-se rapidamente. O vice-presidente Michel Temer manteve-se na articulação política por responsabilidade, não por gosto. Tenta retardar a precipitação de um movimento que o governo parece fraco demais para evitar. Setores do PMDB de Temer conversam com a oposição abaixo da linha d’água. Discute-se a hipótese de construir uma saída política para a crise. Sem arranhões institucionais. E sem Dilma.

O PT já não exibe a capacidade de reação que ostentava em 2005, ano em que Roberto Jefferson jogou o mensalão no ventilador. Isolado, o partido arrasta no Congresso a bola de ferro de 13 anos de perversão. Depois de usufruírem de todas as benesses que o poder compartilhado pode oferecer, alguns aliados tramam desembarcar da parceria com o PT em grande estilo, como navios que abandonam os ratos.

Já não há no governo tantos apologistas de Dilma. Quem consegue manter a cabeça no lugar enquanto todos ao redor perdem as suas, provavelmente está mal informado. Movimentos como os que ocorrem em Brasília evoluem no ritmo dos transatlânticos, não na velocidade dos carros de Fórmula 1. Mas os prazos de Dilma encurtam-se à medida que o governo dela vai penetrando o caos.

No momento, conspira contra a celeridade das embrionárias articulações a falta de unidade. Há, por ora, duas fórmulas na praça. Numa Dilma é substituída por Temer. Noutra, Temer vai de roldão e convocam-se novas eleições. Se as articulações chegarem a algum lugar, Dilma vai mais cedo para casa. Se fracassarem, a presidente viverá um ocaso do tamanho dos 1.275 dias que faltam para ela ir embora.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

AGENTE DIZ QUE IMPLANTOU ESCUTAS A MANDO DE SUPERINTENDENTE DA PF



Deputados presentes na sessão da CPI da Petrobras da tarde desta quinta-feira, 2, contaram que o agente da Polícia Federal Dalmey Fernando Werlang revelou que implantou escutas clandestinas na Superintendência da PF em Curitiba a mando de três superiores. Werlang disse que o pedido foi feito pelo superintendente da PF no Paraná, Rosalvo Franco, e pelos delegados Igor Romário de Paula e Márcio Anselmo.

O agente, que depõe neste momento em sessão fechada, afirmou que colocou a escuta no segundo andar da Superintendência da Polícia Federal, hoje sede das investigações da Operação Lava Jato, no dia da prisão do doleiro Alberto Youssef.

De acordo com relatos, o agente informou que implantou o grampo na cela do doleiro e no fumódromo do prédio da Superintendência. Em abril do ano passado, Youssef descobriu a escuta clandestina. (AE)